"Não Apresse o Rio, ele corre sozinho"

03/01/2011

Saúde e Doença são preocupações constantes da raça humana desde o aparecimento do homem sobre a face do planeta Terra.
Os homens da caverna há milhares de anos no passado, já buscavam meios de “curar” doenças as mais diversas, provavelmente pelo método da experimentação, retirando da natureza ao seu redor, os “remédios” dos quais estavam necessitados.
Os antigos Egípcios possuíam uma medicina extremamente avançada realizando procedimentos como: cesariana, extração de catarata, neurocirurgias, colocações de próteses dentárias, entre outras.
Outra civilização antiga, que desenvolveu uma medicina extraordinária é a civilização chinesa. Para termos uma idéia dos conhecimentos dos antigos chineses, por inscrições em ossos e carapaças de tartarugas das dinastias Yin e Shang com 3000 anos de idade, constam registros medicinais, sanitários e uma dezena de doenças.

Antecipando a questão da doença como um problema advindo da circulação deficitária da “energia vital”, no período anteriormente citado, a medicina chinesa incluía nos seus princípios o estudo do YIN-YANG (positivo/negativo), e do sistema de circulação da energia pelos meridianos do corpo humano, o que resultou no surgimento da acupuntura.
Hoje em dia vivemos num momento histórico e decisivo em nosso processo evolutivo, a se refletir em todos os campos do conhecimento humano.
Na medicina, através do avanço tecnológico, encontramos maior facilidade no diagnóstico e no tratamento das doenças, e observamos um crescente domínio das patologias que assustavam no passado. Surgiram os antibióticos no controle das infecções, a cirurgia evolui em técnicas cada vez mais precisas e menos invasivas, a dor cedeu pela ação dos analgésicos e anestésicos e a pesquisa avança rapidamente no meio científico.
Com o avanço da tecnologia, encontramos meios de aumentar nosso conforto e nossa qualidade de vida.
Entretanto convivemos lado a lado com a desnutrição e a falta de saneamento básico. Inúmeras crianças em todo o mundo morrem por desidratação e maus tratos.
Embora as facilidades da vida moderna, encontramos um homem bastante infeliz, excessivamente preocupado pelo conforto material, pagando um pesado tributo pela constante ansiedade e tensão psíquica.
Não há mais tempo para o diálogo dentro do lar, a educação dos filhos fica em segundo plano, e com isso a vida vai passando e as coisas vão ficando de lado.
Com isso o ser humano, passa a refletir fisicamente este desajuste psíquico, havendo um aumento das doenças psicossomáticas, das neuroses e das psicoses. Fatores esses que levam milhares de pessoas a lotar os consultórios médicos com doenças das mais diversas onde são tratadas como doenças esporádicas e medicamentos sintomáticos.
O índice de suicídio, de violência e de dependência química tornou-se uma preocupação coletiva.
Será que a medicina está sabendo dimensionar a questão e dar a ela uma resposta adequada?
Não podemos pensar no homem somente como um agregado de células, como pensar em saúde sem questionarmos a mente, e como estudarmos a mente sem nos determos a realidade da alma com suas criações mentais.
Através do pensamento mecanicista de Newton houve uma excessiva preocupação com o corpo e a alma passou a ser esquecida, tratando o corpo como uma máquina e suas diversas partes e sistemas.
Como reflexo, embora os avanços conquistados, nos deparamos com uma medicina tateando ainda na superfície sem buscar as causas profundas sediadas na intimidade do espírito. Conseguimos aliviar o corpo, mas esquecemos da alma, conseqüentemente as insatisfações e frustrações humanas continuam aumentando e as necessidades mais básicas da vida ainda permanecem nos afligindo.
Não podemos separar o corpo e a alma, precisamos realmente é tomar consciência do nosso “eu” interior, fundamental para o nosso equilíbrio psíquico e, assim alcançarmos a saúde perfeita.
Quando realmente focamos o objetivo da “cura”, mostrando as nossas fragilidades e nos determinando a enfrentá-las, eis que as sombras desaparecem. Tendo em vista que: expomos os nossos medos à luz. “Não importa a velocidade que caminhamos e sim a direção”. E eu tenho a convicção de que estou na direção certa. Concordo com o que disse Barry Stevens em seu livro: “Não apresse o rio”.

0 comentários:

Postar um comentário

 
Saúde e Espiritualidade | by TNB ©2010