O uso de imãs como meio de cura tornou-se subitamente um tópico de grande interesse, conforme é evidenciado pelo crescente número de livros sobre cura magnética, produtos magnéticos e reportagens de televisão sobre o uso dos imãs como forma de tratamento.
Vejam só a quantidade de catálogos de compra que subitamente passaram a oferecer cintos ou pulseiras magnéticas confeccionados especificamente para o tratamento de dores lombares ou de articulações artríticas. Este é apenas um caso de moda terapêutica como tantos outros ou existe realmente base científica para os benefícios curativos da terapia magnética?
Segundo a lenda, as propriedades dos imãs foram descobertas acidentalmente por um pastor grego chamado Magnes, o qual, enquanto estava cuidando de seu rebanho, percebeu que os pregos de ferro de suas sandálias estavam sendo misteriosamente atraídos por uma grande rocha por causa de uma força desconhecida e invisível. A atração entre a rocha e suas sandálias com pregos de ferro era tão forte que Magnes teve de usar toda a sua força para livrar o pé do estranho poder. Essa rocha tornou-se conhecida como pedra de Magnes e hoje ela ainda leva o seu nome, pois a chamamos de magnetita. De acordo com a mesma lenda, o espanto de Magnes diante da força dessa grande rocha magnética levou-o a inserir pedacinhos da rocha em suas sandálias, o que lhe permitiu andar por grandes distâncias sem fatigar-se.
Diversas culturas antigas incluindo os chineses, indianos, povos árabes, hebreus e egípcios usaram imãs por causa das propriedades curativas. Personalidades e médicos já faziam uso de seus poderes como Cleópatra, Aristóteles, Galeno, Ibn Sina, Paracelso entre outros.
Muito embora os imãs venham sendo usados com sucesso há muitos séculos no tratamento de uma variedade de problemas de saúde, devemos em última análise responder a seguinte pergunta: “Por que os imãs curam afinal de contas?”
Existe uma variedade de diferentes tipos e características de magnetismo no espectro de campos magnéticos naturais e artificiais. Cada um desses tipos tem o poder de influenciar, aberta ou sutilmente, a biologia humana. Parece que diferentes efeitos biológicos são produzidos conforme os campos magnéticos tenham polaridade norte ou sul, sejam estáticos ou pulsáteis, fortes ou fracos, lentos ou rápidos.
Sabemos que o nosso planeta possui um campo magnético natural denominado, campo geomagnético. Ultimamente se constatou que eles exercem influencia sobre nosso estado de saúde. Cientistas da NASA observaram que astronautas dependiam não apenas da gravidade, mas também do campo magnético da Terra, tendo que desenvolver geradores de campo magnético nas espaçonaves para que eles não adoecessem. Pesquisadores japoneses também observaram isso em prédios onde as estruturas de ferro e aço bloqueavam esse campo magnético, levando os moradores e trabalhadores a desenvolver doenças inexplicáveis. Será que os moradores de regiões próximas a antenas e torres de transmissão não sofrem do mesmo fato?
Conhecedores disso povos antigos criaram estruturas como as pirâmides do Egito e as torres redondas da Irlanda, focalizando o campo geomagnético local de maneira benéfica e altamente específica. Ainda no campo geomagnético tem se estudado a ação de forças magnéticas externas como a Lua e as erupções solares e suas influências no nosso planeta e na nossa saúde. Foram observados aumento de ataques cardíacos, psicoses e perturbações comportamentais (violência) nos períodos de maior atividade eletromagnética desses astros.
Voltando aos imãs, a polaridade norte parece produzir nos tecidos do corpo alterações bioenergéticas e fisiológicas diferentes daquelas produzidas pelo pólo sul, acelerando ou inibindo a cura ou até mesmo estimulando inapropriadamente o crescimento celular.
Já se comprovou três efeitos fisiológicos no organismo com a aplicação dos imãs. O primeiro deles é a anestesia e redução da sensibilidade à dor, causada pela influência magnética nas biocorrentes locais. O segundo é o aumento na circulação sanguínea local, causada pelo fluxo de íons de cálcio através das membranas das células de músculo liso em torno das artérias e arteríolas do corpo e seu conseqüente relaxamento.
O terceiro é o aumento no aporte de oxigênio tecidual devido o processo anterior.
Além do mais, a energia do norte magnético reduziu a sensibilidade geral à dor nas áreas diretamente expostas ao pólo norte do imã. Muitos tipos de dor, especialmente a dor muscular, freqüentemente são associados ao aumento da acidez tecidual na região em torno da dor. A acidez às vezes é causada pelo acúmulo de ácido láctico, um subproduto do metabolismo muscular. Vários pesquisadores têm relatado que a aplicação do pólo norte de um imã numa área de espasmo muscular doloroso produza um significativo alivio da dor. Talvez por meio da redução da acidez do tecido muscular.
Nos processos de cura, as principais aplicações dos imãs estão ligadas à redução de diversos tipos de dor. Os imãs podem ser eficazes para a redução da dor por diversos motivos citados anteriormente entre os quais, a depressão da estimulação nervosa, a diminuição da acidez dos tecidos, a melhora local da circulação sanguínea, a indução de mudanças magnéticas localizadas nos campos etéricos do corpo e até o aumento da quantidade de beta-endorfina (um anestésico natural que segundo as pesquisas recentes, torna-se mais abundante no corpo depois do tratamento com imãs).
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