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O ADOECER


Segundo as atuais definições, um indivíduo saudável é aquele que possui completo equilíbrio do corpo, mente e espírito.
Quando acontece qualquer desequilíbrio em um desses aspectos, estes se refletem nos outros dois aspectos anteriores, gerando nossas doenças. Uma alteração no plano físico por menor que seja principalmente os dolorosos, depois de certo tempo se estendem ao plano mental causando depressões, alterações no convívio social, no trabalho, entre outros.
Uma alteração no plano mental causado por raiva, decepção ou medo, por exemplo, em longo prazo, costumam causar doenças psicossomáticas com repercussões no plano físico.
Uma alteração no plano espiritual costuma gerar repercussões em ambos planos por falta de motivação em superar os obstáculos do dia a dia, estilo de vida prejudicial, entre outros.
Outra forma de se interpretar a nossa saúde mais sutilmente é classificá-las em 4 fases.
A doença no nível energético, quando o paciente apresenta uma queixa e a investigação médica não encontra uma causa que a justifique, costuma ser bastante estudada na medicina chinesa principalmente na acupuntura, onde o acupunturista treinado já é capaz de identificá-la e conseqüentemente tratá-la evitando e sua progressão.
Já o processo de adoecer no nível inflamatório, a medicina é capaz de verificar um exame positivo que indica um processo inflamatório ou o paciente apresenta uma limitação funcional, dificultando que realize uma determinada atividade.
Não havendo uma intervenção adequada, o paciente pode adentrar o estágio seguinte, o nível degenerativo, com alterações celulares “definitivas”.
Todo esse processo de aprofundamento da doença está originado em um patamar mais sutil, o nível mental.
O processo de adoecer pode ser comparado à seguinte cena: há um cano com vazamento (nível mental), que pode promover uma infiltração no teto (nível energético), ocasionando um gotejamento no assoalho (nível inflamatório), tendo a possibilidade de comprometê-lo definitivamente (nível degenerativo).
Como exemplo, citamos um caso de úlcera gástrica, iniciada por uma situação emocional vivenciada pelo paciente, muitas vezes ignorada, levando-o a procurar o médico apenas quando a queixa de dor no abdome superior se manifesta.
Nessa fase pode-se ter uma endoscopia sem alterações (nível energético), não havendo uma intervenção terapêutica, pode-se evoluir para uma gastrite (nível inflamatório) e chegar até uma alteração orgânica com lesões celulares mais complexas, como a úlcera gástrica (nível degenerativo).
Nos níveis inflamatórios e degenerativos há a necessidade de utilizar medicamentos sejam alopáticos ou homeopáticos e ou cirurgias.
Como manter nosso equilíbrio evitando as doenças e suas complicações?
Através de uma vida saudável que consiste em cuidarmos de nosso corpo, mente e espírito conseguindo assim um perfeito equilíbrio energético.
Devemos ter hábitos saudáveis como alimentação correta, pratica de atividade física regular, atividades de meditação e relaxamento e de equilíbrio energético como acupuntura, tai chi ou yoga.
Porém, para atingirmos uma resposta resolutiva é necessário intervir na “causa da causa”, “trocar o cano com vazamento”, resolver a problemática existente no nível mental, ressignificando crenças limitantes ao desenvolvimento de nossas potencialidades.
Desta forma, além de aliviar a dor do corpo, podemos buscar a aprendizagem para a alma, refletindo não apenas sobre porque as adversidades do dia-a-dia nos afetam, mas também como elas podem ser úteis para o nosso crescimento.
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Cirurgia e Espiritualidade


Infelizmente quando vamos nos submeter a um procedimento cirúrgico não temos segurança no cirurgião em que vamos entregar nosso precioso corpo, e nem se realmente temos necessidade de nos submetermos a aquele procedimento.
Deparamos-nos com o medo da morte, seqüelas, da internação em um ambiente desconhecido, enfim do inesperado.


Um cirurgião precisa ter olhos de uma águia
O coração de um leão
As mãos de uma mulher
A delicadeza de um cordeiro
A paciência de um santo
A bexiga de um elefante


Cultura médica

Para muitos pacientes, receber tratamento num hospital e submeter-se a uma cirurgia é um grande salto para o desconhecido.
O papel da espiritualidade nesse instante é fundamental. Geralmente nessa fase todos nós, mesmo os mais céticos, passamos a desenvolver uma sensibilidade maior e uma necessidade de uma atenção diferenciada.
Em primeiro lugar negamos até porque ficamos doentes. Algumas pessoas apresentam todos os fatores de risco, o paciente é fumante, obeso, alimenta-se de forma errada, não faz exercícios e tem um nível de colesterol e histórico familiar de ataques cardíacos. Existem também aquelas pessoas que não deveriam ter uma doença, a mulher magra, alimenta-se corretamente, não fuma, pratica corrida e seus pais não tem problemas cardíacos. Todavia, ao contrário do que poderia ser previsto por esses fatores, o homem obeso convive bem com as suas artérias obstruídas e a mulher esguia tem um ataque cardíaco necessitando se internar as pressas. O que está acontecendo? Aprofundando a investigação, descobrimos que o homem obeso, que aparenta ser uma bomba relógio tem um temperamento tranqüilo e alegre, o que faz com que sejam menores seus riscos agudos. Quanto à mulher podermos vir a descobrir que sofria de problemas familiares e depressão o que aumentam muito seus riscos.
Não existem dúvidas que a vida emocional pode influenciar, e muito, os riscos de se adoecer e a recuperação cirúrgica. Para mim é o essencial.
Devemos começar com o contato com o cirurgião que deve passar segurança ao paciente e a família em todos os aspectos.
Em segundo lugar o paciente deve manter contato com a sua família ou entes queridos durante a maior parte do tempo, da forma que o doente nunca se sinta sozinho ou abandonado. Não se pode pactuar com rostos solitários olhando fixamente para a parede ou matando o tempo, em silêncio, diante de televisores. È óbvio que a solidão e o abandono sentimental podem prejudicar fisicamente uma pessoa.
Quanto à recuperação, a responsabilidade do cirurgião não termina com o último ponto da sutura de pele. Por mais bem sucedida que a cirurgia possa ter sido, ao terminá-la o cirurgião tem a obrigação de mostrar ao paciente o caminho da recuperação, uma tarefa que é facilitada pelos tratamentos complementares e outros profissionais da equipe hospitalar como psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, etc..
Nunca é demais enfatizar a importância da atitude do paciente em relação à doença e ao longo do caminho que leva a recuperação. Em alguma parte do processo, o paciente tem de tomar a decisão de agir e optar por contribuir para a própria cura. A mente tem de ajudar o corpo.
Enfim, seja qual for a doença ou o tratamento cirúrgico ou o prognóstico sugerido a verdadeira chave para o sucesso é que nos livremos de nossos vínculos, principalmente em dois domínios da vida. As mesmas áreas que causam devastação nos pacientes.
A primeira é a nossa paixão pelas coisas físicas, nossos desejos insatisfeitos que freqüentemente nos fazem sofrer. A segunda é o egoísmo que justifica os nossos pensamentos e emoções negativas em relação ás outras pessoas. A raiva, o desprezo e o ódio nos mantêm presos ao nosso self inferior. A verdadeira liberdade está em superar estes amores inferiores e optar por seguir um caminho superior.
A verdadeira cura muitas vezes surge a partir de mudanças de vida que implicam renunciar emoções mesquinhas e destrutivas e ás preocupações mundanas do nosso mundo físico com o propósito de podermos nos entregar a um bem superior.
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